Alunos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul testaram os efeitos de diferentes modelos de desnutrição sobre parâmetros bioquímicos hepáticos, plasmáticos e cerebrais de ratos de 21 dias.
Esse estudo foi feito em 2005, e aqui está a tese apresentada
"A desnutrição protéica provoca efeitos deletérios sobre o metabolismo, principalmente quando imposta em períodos de crescimento e desenvolvimento corporal, em decorrência de alterações bioquímicas e hormonais. Muitos estudos, utilizando modelos de desnutrição materna, sugerem uma série de adaptações bioquímicas nos filhotes, cujas repercussões na vida adulta podem tornar-se importantes fatores de risco para doenças como Diabetes mellitus tipo ll, hipertensão e doença coronariana. Neste trabalho investigamos os efeitos da desnutrição protéica imposta nos períodos pré-gestacional - gestacional - lactacional, bem como nos períodos gestacional e lactacional sobre alguns parâmetros do metabolismo hepático, cerebelar e perfil lipídico plasmático de ratos Wistar de 21 dias de idade. Os animais desnutridos (dieta: 7% de caseína) foram divididos em três grupos: a) pré-gestacional, gestacional e lactacional (grupo denominado “PGGL”); b) gestacional e lactacional em cuja dieta foi adicionada metionina (denominado “GL(+)M”); c) gestacional e lactacional sem adição de metionina à dieta (denominado ”GL(-)M”) e d) grupo controle (dieta: 25 % caseína). Os pesos corporais dos filhotes foram verificados no 1º, 7º, 14º e 21º dias após o nascimento e o peso do fígado, cérebro e cerebelo apenas no 21º dia de vida pós-natal. Observamos que os ratos desnutridos apresentaram menor peso corporal após o primeiro dia do nascimento. Aos 21 dias os ratos do grupo PGGL e do grupo GL(+)M não apresentaram diferença de peso entre si, contudo apresentaram peso inferior ao do grupo controle. O grupo GL(-)M apresentou uma diminuição ponderal em todos os parâmetros avaliados. Hipoglicemia e hipoalbuminemia foram observadas em todos os grupos de ratos desnutridos. A concentração de DNA cerebelar de ratos do grupo GL(-)M foi superior à observada em todos os outros grupos; no entanto, nestes animais a concentração cerebelar de proteínas foi inferior aos demais grupos experimentais. No fígado, a concentração de DNA dos grupos PGGL e GL(+)M não diferiu do controle, enquanto o grupo GL(-)M apresentou os menores valores A concentração de proteínas hepáticas no grupo controle e no grupo GL(+)M foi semelhante, porém superior à observada nos grupos PGGL e GL(-)M. A concentração hepática de glicogênio foi superior nos ratos do grupo PGGL, sendo que nos dois outros grupos de animais desnutridos foi inferior ao controle, porém não se observou diferença entre eles. Todos os grupos desnutridos apresentaram maior concentração hepática de colesterol, sendo o maior valor encontrado no grupo GL(+)M. Os grupos PGGL e GL(+)M apresentaram os maiores valores de triglicerídeos hepáticos e o grupo GL(-)M, o menor valor. No plasma, a maior concentração de colesterol, HDL-c e LDL-c foi observada no grupo PGGL, enquanto que a concentração de triglicerídeos do grupo GL(-)M foi superior aos dois outros grupos de animais desnutridos e não diferiu do controle. Os resultados obtidos sugerem que os animais expostos à desnutrição protéica nos períodos de desenvolvimento podem, na vida adulta, apresentar fatores de risco para várias doenças crônico-degenerativas relacionadas com a Síndrome Metabólica."
referência: http://hdl.handle.net/10183/6180
Isso nos alerta sobre a tamanha importância de uma alimentação sadável.Segue quadro com informações sobre a alimentação para crianças de 0 a 2 anos.
postado por Ana Clara
terça-feira, 3 de novembro de 2009
efeitos da desnutrição protéica nos períodos pré-gestacional - gestacional - lactacional em ratos
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Estresse: até que ponto é saudável?
Situações de estresse desencadeiam diversas reações no corpo humano, reações estas benéficas para o nosso dia-a-dia. Imagine como seria a vida sem desafios? Provavelmente não teríamos desenvolvido todas as tecnologias que temos hoje se não fossem as situações extremas para motivar novas pesquisas e descobertas. Sem o estresse ambiental que seleciona as características evolutivas mais favoráveis, as espécies de seres vivos não existiriam como as conhecemos.
Mas o nosso intuito aqui não é dizer sobre os benefícios do estresse moderado, mas sim os malefícios do estresse excessivo, do estresse extremo.
Apesar de existir desde os primórdios da existência, o estresse só foi conceituado e nomeado em 1936 pelo pesquisador canadense de origem francesa Hans Selye. Desde então vários estudos têm sido desenvolvidos acerca desse assunto. Estudos mais recentes vêm demonstrando que a capacidade de mamíferos superiores de suportar estresse está intimamente relacionado com o tamanho de seu hipocampo. O hipocampo é uma região do cérebro
que continua a desenvolver células nervosas durante toda a nossa vida. O que não se sabe ainda é se o estresse extremo causa redução do hipocampo ou se o tamanho do hipocampo causa maior ou menor sensibilidade a situações estressantes. Lesões
nessa região cerebral faz com que as células produzidas por ele durem menos tempo, o que pode gerar, dentre outros problemas, a depressão.
Essas lesões começam a ser percebidas aproximadamente 24h após a situação de estresse, o que sugere que uma boa estratégia de amenização seria uma intervenção neste período.
Vale lembrar que todas essas teorias são apenas experimentais, não passaram nem da etapa de uso em animais. Mas que grande descoberta não começou assim, não é mesmo? O importante é que incentivo e interesse existem, o que já é um ótimo começo.
Naira Oliveira Ferreira
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Estresse extremo
Se o estresse é natural e benéfico, porque então existem pessoas que possuem enfermidades causadas por estresse? Certamente estas devem sofrer do estresse extremo.
O extresse extremo é aquela crise de estresse duradoura e frequente. Essas crises aliadas a uma já certa pré-disposição genética pode gerar problemas como diabetes tipo 2, hipertensão e acidentes vasculares.
Diabetes tipo 2 pois durante o estresse o nosso fígado libera glicose para o sangue, elevando nossa glicemia, o que tem os mesmos efeitos de se comer doces em excesso.
Hipertensão pois o fluxo sanguíneo e a frequência respiratória aumentam para suprir e oxigenar melhor nosso organismo.
Acidentes vasculares pois é liberado colesterol para o sangue, além do fluxo sanguíneo já estar demasiado.
Naira Oliveira Ferreira
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Dor muscular
Provavelmente todos nós em algum momento da vida já fizemos algum exercício que, devido à sedentariedade ou à intensidade do exercício, mais ou menos de 24 à 56 horas depois somos submetidos à uma enorme dor muscular.
O texto abaixo irá explicar melhor sobre as dores durante e após os exercícios físicos, como surgem e como fazer para evitá-las. O texto pertence a Allan Rabelo e foi adaptado por mim, Douglas Leão. Espero que seja bastante esclarecedor!
Por que sentimos essa dor?
A dor é um mecanismo de proteção ativado diante da possibilidade de ocorrência, ou após o aparecimento, de lesões, e faz com que o indivíduo reaja para remover o estímulo de dor. Os receptores da dor são terminações nervosas livres suscetíveis a estímulos mecânicos, térmicos e químicos.
Uma dor temporária (dor aguda) pode persistir por várias horas imediatamente após um exercício extraordinário, enquanto uma dor residual (dor crônica), ou dor muscular de início tardio (DMIT), pode aparecer a seguir e durar por 2 a 4 dias.
A causa exata da dor muscular é de início desconhecida. No entanto, foram levantadas seis teorias diferentes:
(a) o exercício produz isquemia dentro dos músculos ativos;
(b) a isquemia resulta acúmulo de uma "substância dolorosa" desconhecida que estimula as terminações nervosas do músculo responsáveis pela percepção da dor;
(c) a dor desencadeia um espasmo muscular reflexo que causa mais isquemia, e o ciclo todo se repete;
A causa exata da dor muscular é desconhecida, porém o grau de desconforto depende em grande parte da intensidade e duração do esforço e do tipo de exercício realizado. Não é a força muscular absoluta propriamente dita, mas sim a magnitude da sobrecarga ativa imposta a uma fibra muscular que desencadeia o dano muscular e a dor resultante (MCARDLE et al., 1998).
Este tipo de dor muscular aguda que, como o nome indica, ocorre durante e imediatamente após o período de exercício, é considerado como associado à falta de um fluxo sanguíneo suficiente (isquemia) para os músculos ativos.
Segundo Foss (2000), com base em estudos, chegou-se às seguintes conclusões acerca da dor muscular aguda:
- A dor muscular durante as contrações ocorre quando a tensão gerada é suficientemente intensa para gerar oclusão do fluxo sanguíneo para os músculos ativos (isquemia).
- Por causa da isquemia, os produtos da atividade metabólica, tipo ácido lático e potássio, não podem ser removidos e, dessa forma, acumulam-se até o ponto de estimularem os receptores dolorosos localizados nos músculos.
- A dor persiste até que seja reduzida a intensidade da contração ou que esta cesse totalmente - restaurando o fluxo sanguíneo e fazendo com que os produtos metabólicos de desgaste possam ser removidos.
A queimação percebida durante a execução do exercício, principalmente com repetições elevadas, é relacionada à falta de oxigênio e conseqüente queda de pH, pois o acúmulo de íons de hidrogênio provoca acidose e estimula os receptores de dor, os quais sinalizam para a interrupção do exercício antes que ocorram lesões no tecido muscular. Mas este mecanismo é transitório e não responde pela dor muscular tardia, pois a acidose é rapidamente revertida por um sistema de tamponamento que trabalha para manter o pH dentro dos limites fisiológicos.
A dor aguda, embora possa importunar, não constitui um grande problema, pois é de curta duração e desaparece quando se suspende o exercício.
Dor muscular tardia (Dor Crônica)
As experiências destinadas a induzir a dor muscular tardia constataram que o grau de “dor muscular de início tardio” está relacionado ao tipo de contração muscular realizada. Em estudo utilizando contrações isotônicas, concêntricas e excêntricas, e isométricas, constatou-se que a dor muscular era mais pronunciada após as contrações excêntricas e menos intensa após as contrações isotônicas. A dor observada após as contrações isométricas era apenas ligeiramente maior que após as contrações isotônicas, porém, ainda eram consideravelmente menor àquela observada após as contrações excêntricas. Além disso, em todos os casos, a dor era demorada, podendo atingir um período de 24 a 48 horas após o exercício.
O treinamento com pesos pode induzir lesões nos tecidos musculares e conjuntivos. Diante uma lesão tecidual, inicia-se o processo inflamatório caracterizado pela vasodilatação local com aumento do fluxo sangüíneo na região, e aumento da permeabilidade capilar com vazamento de líquido para o espaço intersticial. Diversos fatores envolvidos no processo inflamatório, como a bradicinina e prostaglandinas, estimulam os receptores de dor, provocando o incômodo verificado em decorrência das lesões, o que ainda poderá ser visto nos dias seguintes a uma sessão de treinamento intensa. Deste modo vemos que a dor pode ser iniciada pela lesão, mas sua causa são os mecanismos inflamatórios; desta forma não há relação temporal entre a sensação de dor e os danos teciduais (CLARKSON et al., 1992).
Lembrando que a dor (aguda ou crônica) não é necessariamente o sinal de um trabalho eficiente.
Acido Lático causa dor muscular?
Muito já se falou sobre as causas das dores musculares, e muitas pessoas dizem que o vilão da história é a ácido láctico, mas já foi comprovado cientificamente que o lactato não é o causador da dor muscular.
Segundo Cailliet (1979), o acúmulo de metabolitos irritantes é ainda considerado a causa da dor muscular, mas o metabolito especifico ainda não foi identificado. A idéia previamente considerada, de que o ácido láctico e a ácido pirúvico eram o fator, já foi refutada porque exercícios isquêmicos em pacientes com ausência hereditária de fosforilase muscular (síndrome de McArdle) desenvolvem dor grave, mais do que a média, e o ácido lático não pode ser produzido nestes indivíduos.
Segundo McArdle et al. (1998), alguns estudos revelaram que a dor muscular era considerada maior quando o exercício envolvia uma solicitação alta e repetida durante o alongamento ativo nas contrações excêntricas que quando envolvia contrações concêntricas e isométricas. Esse efeito não se correlacionava com o acúmulo de lactato, pois a corrida de alta intensidade num plano horizontal (contrações concêntricas) não produzia qualquer dor residual, apesar das elevações significativas no lactato sanguíneo. A corrida num plano em declive (contrações excêntricas), por outro lado, causava um grau de moderado a intenso de dor muscular de inicio tardio, sem qualquer elevação de lactato durante o exercício. A corrida em declive produzia aumentos correspondentes nos níveis séricos das enzimas musculares específicas, creatina-cinase (CK) e mioglobina (Mb), que são ambas marcadores usados comumente para lesão muscular - (existe também uma maior mobilização de leucócitos e neutrófilos, os quais estão associados com o processo de inflamação aguda).
Para prevenir a dor muscular, propõe-se:
- Alongar, pois o alongamento (estiramento) parece ajudar não apenas na prevenção da dor, mas permite também o seu alívio, quando presente. Entretanto, os exercícios de alongamento devem ser realizados sem violência ou solavancos, pois isso poderia lesar ainda mais os tecidos conjuntivos.
- Uma progressão gradual na intensidade do exercício em geral ajuda a reduzir a possibilidade de dor muscular excessiva. Essa progressão, em um programa de treinamento com pesos, implica a utilização de pesos relativamente leves no início do programa, aumentando gradativamente as cargas à medida que se conseguem aumentos na força.
Em caso de dor do dia seguinte, a principal medida a ser tomada durante o treinamento é reduzir a carga ou a intensidade do exercício nas próximas sessões de treino, entretanto, se a dor for muito incômoda e limitante, a interrupção dos treinos se faz necessária para permitir ao organismo uma recuperação ótima da região lesionada. Caso a dor seja insuportável, o mais indicado é consultar um médico para realizar exames a cerca da dor, e se necessário indicar a utilização de um antiinflamatório, ou outro medicamento.
Conclusão
Esses resultados confirmam a conveniência de iniciar um programa de treinamento com um exercício ligeiro (leve e com uma única sessão), para se proteger contra a dor muscular que, quase certamente, acompanhará uma sessão inicial de exercícios pesados que contenha um componente excêntrico. Entretanto, até mesmo um exercício anterior de menor intensidade dos músculos específicos não proporciona proteção completa contra a dor subseqüente observada com um exercício mais intenso (MCARDLE, 1998).
O estudo da dor que se origina no sistema neuro-músculo-esquelético não está ainda esclarecido. Nenhuma teoria é universalmente aceita e nenhum conceito confirma qualquer entidade patológica dolorosa específica. A síndrome dolorosa músculo-esquelética, embora prevalente, não está mais explicada em todas as suas ramificações do que a dor e a incapacidade de qualquer outro sistema de órgãos.
Douglas A. S. Leão
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domingo, 1 de novembro de 2009
Enfim um pouco de Biofísica. Radiações.
Todos estamos expostos diariamente a uma quantidade enorme de radiações, algumas comuns e não nocivas como as ondas de rádio e outras perigosas a saúde como os raios ultravioleta (UV) emitidos pelo sol. Existe limites à essa exposição? Como as células reagem ao bombardeamento constante?
Primeiramente uma breve definição sobre radiação. Radiações são ondas eletromagnéticas ou partículas que se propagam com uma determinada velocidade. Contêm energia, carga elétrica e magnética.
A partir do conteúdo energético dessas radiações podemos classifica-las em: Radiações Ionizantes e Radiações não ionizantes.
As radiações não ionizantes possuem baixo conteúdo energético. São ondas eletromagnéticas como a luz, o calor, as ondas de rádio e o micro ondas e são capazes de excitar átomos.
Radiações ionizantes são emitidas por núcleos instáveis e por isso possuem alto nível energético. São radiações capazes de modificar o estado físico ou provocar a ionização de átomos a sua volta. Exemplos: Radiações alfa, beta, gama, ultravioleta e raios-x.
Cada radiação possui o poder de penetrar objetos como uma folha de caderno, uma placa de chumbo ou a própria pele. E é ai que mora o perigo. Atravessando a pele, as radiações são capazes de ionizar/excitar os átomos das macromoléculas orgânicas que constituem nosso corpo alterando a função e a forma caracteristica dessas moléculas.
Não podemos deixar de citar que a exposição do ser humano às radiações aumentou enormemente no último século. Em apenas um século inventamos os reatores nucleares, a radio terapia, o diagnóstico por imagem(raio-x, tomografia, ressonância magnética...), os radio isótopos, a cultura de alimentos irradiados, a bomba atômica(?)...


O quanto nosso corpo pode aguentar essa super exposição a radiação? Quais são as alterações biológicas provocadas? De que forma nosso corpo reage? No próximo post responderemos a essa pergunta.
Matheus Rocha Pereira Klettenberg
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quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Pessoas que tentam superar seus limites
Os auditores do RankBrasil, Livro dos Recoredes Brasileiro, Luciano Cadari e Iolete Cadari, estiveram acompanhando no palco do programa Melhor do Brasil na Rede Record, o recorde de Gilberto Cruz com o "Maior Número de Prendedores no Rosto".
Ele colocou 132 prendedores de roupa no rosto,"comecei treinando com alguns prendedores, depois fui aumentando o número, o problema é a dor constante, treinei poucas vezes, mas coloquei o máximo que pude”, diz Gilberto.
Após a retirada dos prendedores o rosto fica deformado por alguns minutos, mas com o tempo as marcas desaparecem.
Redação: - Aline F. Cardoso - 16/01/2006/ Revisão: - jornalista Raquel Susin - 10/07/2007
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terça-feira, 27 de outubro de 2009
Introdução ao conceito de desnutrição
Os indivíduos desnutridos podem ser separados em dois grupos: os casos moderados, que necessitam de reposição alimentar durante algumas semanas ou meses, e os casos severos, cuja vida está em risco, que necessitam cuidados médicos intensivos, além de alimentos especialmente concebidos paras as situações de fome.
A Desnutrição Aguda Moderada aumenta a vulnerabilidade às doenças. É o estágio que precede a desnutrição severa, que deve necessariamente ser evitada.
A Desnutrição Aguda Severa manifesta-se pelo emagrecimento extremo, podendo levar à morte. As crianças menores de cinco anos são as primeiras a serem afetadas, assim como as mulheres grávidas ou que amamentam, e os idosos.
Os sintomas variam de acordo com o tipo de desnutrição severa:
Desnutrição Infantil
A desnutrição é uma das principais causas de nascimentos de crianças abaixo do peso normal, crianças que tem mais chances de adoecer durante a infância, adolescência e vida adulta. Há estudos recentes que indicam a existência de vínculos entre desnutrição infantil e o surgimento de doenças como hipertensão, diabetes e doenças coronárias.
Até manifestações leves de desnutrição podem limitar o desenvolvimento físico e intelectual de uma criança, fazendo com que esta tenha maiores chances de evadir-se da escola com tenra idade, fato que pode contribuir para manter o atual índice de analfabetismo entre as populações de baixa renda.
As complicações decorrentes da desnutrição podem ser: anemia severa, diminuição da secreção do ácido clorídrico (que tem, entre algumas funções, a capacidade de “esterilizar” o que comemos) no estômago e, em função disso, proliferação de bactérias (fato que já predispõe a um número maior de doenças), resposta muito lenta do sistema imunológico, visto que o organismo não possui nutrientes para produzir células de defesa e perda de massa por parte de vários músculos, no caso do coração, isto pode acarretar em morte.
Quando há casos de desnutrição não grave o paciente deve ser tratado em casa (principalmente no caso de crianças), visto que o ambiente hospitalar propicia, através de contágio, o aparecimento de doenças em organismos debilitados. Quando, porém, o quadro do paciente é crônico ou ele habita um lugar com condições deploráveis de vida, ele deve ser imediatamente hospitalizado, neste caso, a pessoa pode apresentar sintomas como: hipotermia, hipoglicemia, anemia grave, taquicardia, tendências hemorrágicas, pneumonia, desidratação, sarampo, icterícia (aspecto amarelado da pele) e sinais de colapso circulatório (mãos e pés frios, pulso fraco e consciência diminuída).
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